Monthly Archives: March 2011

Analu

Quanto a mim, por enquanto, só cabe imaginá-la… e como me instiga  minha curiosidade, essa garota… a todos tempo, a noite inteira, quisera eu, tê-la…

Fecho os olhos e a entrevejo, pouco a pouco em minha mente, sorriso sagaz, olhar furtivo, lábios lascívos, corpo desnudo

Quero tudo

Tez lisa e perfeita, firme e cheirosa… curvas suaves, formadas a pouco, inda tão inexploradas carentes por castigo

Vida pulsante a cada suspiro… quero te romper e te infringir dor, morder tuas carnes, causar torpor, marcar tua alma

Com calma

Quero te sugar, te fazer tremer, sorver tua juventude, extirpar sua inocência, macular sua transcendência, subverter sua decência…

Demência

Seios firmes na minha boca,  mamilos róseos e suaves q se enrijecem a cada lambida, sinto sua força se esvaindo a cada promesa não cumprida, o coração se trincando a cada longa despedida

Perdida

Levo-te pela mão a um caminho sem volta, violento seu pudor, apresento-te ao horror, bebo seu licor, te mostro o não-amor

E te ensino.

Que ser tão linda e inconsequente, pode custar caro e aprisionar a gente…

Menina

 

Sexo grupal…faz meu estilo


Vou ser franca aqui, como sempre fui. Os anos de faculdade me valeram muito mais do que um diploma e expertise na profissão que escolhi e meu aprendizado foi muito além das paredes da sala de aula. Foi um aprendizado para a vida.

Aqueles foram anos insanos, em todos os sentidos. Mas é claro que estou falando em termos sexuais aqui e porque não, humanos?

Entrei na primeira faculdade que fiz, um curso em exatas, com 17 anos. Desisti do curso depois de dois anos e migrei para humanas: comunicação. E as portas dos inferno se abriram para mim. No melhor dos sentidos, ora essa.

Na época eu já trabalhava em um canal de televisão bem famoso e participava de festas quase todos os dias. E não eram simples festas. Eram festas com F maiúsculo, bem dentro do clichè  “festa de famosos” sobre as quais senhoras pudicas, comentam, horrorizadas, nos salões de cabeleireiro – sexo, drogas e rock’nroll… ou samba, ou, whatever.

No começo eu ficava bem na minha, ia em tais festas, mas saia antes do bicho pegar e a putaria começar. Depois, comecei a dar uma de voyeur e me viciei naquilo. Adorava ver neguinho perdendo a linha, louco, chapado e descuidado…se etregando aos mais diversos prazeres. Admirava aquela coragem e desprendimento. Aquela liberdade e libertinagem.

Depois de um tempo, acabei fazendo a mesmíssima coisa. Mas nunca em público. Não tinha coragem. Até então…até eu começar a ir em festas da faculdade.

Meus grands dèbuts, em diversos quesitos do mundo da putaria institucionalizada, aconteceram em festas de faculdade.

Comecei a pirar e me libertar no sexo por conta desas festas. Acho que por questão de confiança. As festas eram entre amigos, me sentia mais…segura e confiante, sem nada a perder (bem diferente de festas da firma rs).

Em uma dessas festas em apartamentos do amigo-do-amigo-do amigo onde drogas e álcool faziam parte do buffet, eu fiz meu primeiro sexo grupal.

O interssante é que o ambiente era bem avesso à putaria, no geral: Um bando de nerds, estudantes de comunicação no visual – “mamãe sou comunista” ou “órfãos de 68″, como apelidamos depois – discutindo política, filosofia, sociologia, literatura, música e cultura pop, geralmente em uma república enfumaçada de tanta maconha e cigarro com bebidas de péssima qualidade e trilha sonora pra lá de alternativa, por vezes, obscura.

Nada tesudo, assim, à primeira vista.

Mas o tesão tem razões que…mentira, o tesão não tem razão alguma e por isso acontece nas horas mais impróprias com pessoas e lugares idem. Ele simplesmente acontece e pronto.

Na verdade eu já estava pra lá de Marrakesh completamente chapada e bêbada. Não sentia a ponta dos dedos das mãos ou dos pés e todo e qualquer som chegava aos meus ouvidos com um eco e delay absurdos, como se as pessoas estivessem conversando comigo à quilômetros de distância dentro de uma gruta em São Tomé das Letras, provavelmente.

Eu tenho tesão intelectual, confesso. Homens (e mulheres) inteligentes, de raciocínio rápido, cultos, espirituosos e descolados me chamam a atenção. Se forem tudo isso e ainda bonitos, eu fico facinha, de graça, praticamente.

E daí que eu tinha dois amigos no estilo. Um loiro de olhos azuis, barbinha por fazer, curtia Kinky e lia Bataille. E o outro, moreno, cabelos anelados, gostava de Jorge Benjor e Che Guevara.

Eu era louca pra dar para os dois.

Éramos bem chegados, gostávamos da presença uns dos outros, conversávamos muito, debatíamos muito, ríamos muito, mas nunca havia acontecido nada demais.

E então, nesta festa…lua alta e cheia no céu, calor de verão lá fora e de tesão lá dentro, cabeça nas nuvens com ajuda de substâncias ilícitas, todos livres, leves e soltos… Pimba.

Beijei o Léo, o loiro. Um beijo descuidado, molhado e desengonçado e caímos em cima de um pufe de couro marrom com motivos astecas, jogado num canto do quarto.

Detalhe: o quarto estava cheio de gente…

Começamos a nos esfregar devagar, as mãos se libertando de peças de roupa incômodas, eu abrindo, com muita dificuldade, os botões de sua camisa xadrez e ele enfiando a mão inteira por dentro de minha calça jeans, encontrando minha buceta molhada, latejante e quente…gememos.

Não me lembro muito da sequência exata das coisas, ao meu redor tudo era um burburinho contínuo de risadas esparsas, respirações ofegantes, gemidos, acordes desencontrados de música ambiente e cheiro enjoativo de maconha e incenso indiano. Disso, aliás, não me esqueço de jeito nenhum.

De repente, a luz (que era meio alaranjada, por sinal) foi apagada e percebi que eu e o Léo não éramos os únicos em vias de trepar por ali, várias pessoas já estavam pra lá de adiantadas no processo e de repente o recinto foi tomado por uma aura irresistivelmente sexual, onde corpos se moviam com destreza entre  gemidos e gritos entrecortados.

Sorrimos e continuamos a nos ocupar um do outro…voltamos a nos beijar e Léo a me masturbar…seus dedos eram ágeis e escorregavam no meu grelo ultrasensível, eu o beijava, mas queria seu pau na minha boca:

-Meia-nove… sussurrei no seu ouvido e ele prontamente arrancou minhas calças e as suas, posicionando-se embaixo de mim, enquanto enfiava sua língua quente e deliciosa na minha racha e eu abri minhas pernas, me oferecendo a ele.

Fechei os olhos e gemi. pois adoro ser chupada…quase me desconcentro, mas queria mamar um pinto…então agarrei com avidez seu pau duro, nervoso e pulsante e o engoli mamando com fome, até a base, subindo e descendo, continuamente, massageando com a língua a cabeça do pau, por vezes…Léo estremeceu e gemeu instintivamente…. mas continuou seu trabalho.

Fomos aumentando a velocidade e de repente, aquele espasmo esperado: Gozei e gozei muito, estremecendo meu corpo sobre o de Léo, sentindo o alívio do prazer, o corpo inteiro sendo abraçado, como se mergulhado em líquido espesso e quente…

Léo gozou logo depois, gemendo e apertando minhas carnes…me pegou embevecida no meu próprio gozo, perdi a oportunidade de engolir sua porra quente que acabou lambuzando minha boca, pescoço e seios.

Nos olhamos e sorrimos, nos abraçamos novamente. Ele pegou uma peça qualquer de roupa e me limpou, e nos beijamos, deitando novamente no chão, ele sobre mim, eu abrindo minhas pernas, ah, como eu queria ser penetrada! Queria um pau na minha buceta, bombando, socando, me castigando….como eu gosto de ser castigada…

Neste momento senti uma mão puxando meu rosto com força e uma língua invadindo a minha boca, abri os olhos, era Rogério…meu amigo moreno. Me beijava com agressividade e lascívia e na hora foi como se tocasse fogo no meu corpo…respondi ao beijo, esquecendo-me de Léo.

Mas Léo não me esqueceu… e beijava meu corpo inteiro, mordiscava meus mamilos, o interior das minhas coxas quando finalmente me penetrou, aquele pau grosso me invadindo, enquanto eu era bolinada nos seios e beijada por outro homem…

Ficamos assim durante um tempo, até que Rogério cochichou algo na orelha de Léo que interrompeu a transa e ambos, em meio a beijos bolinações, me arrastaram para o pufe novamente. Léo ficou embaixo, levemente elevado por causa do pufe, fiquei montada nele e estratégicamente de quatro para Rogério, atrás de mim.

E aí rolou minha primeira DP e meu primeiro sexo anal tudoaomesmotempoagora.

Enquanto Léo me comia a buceta, Rogério, muito paciente e carinhoso lambia meu cu e enfiava o dedo, de leve…ora um dedo, ora dois…a sensação era indescritível, deliciosa…só de me lembrar do momento estou completamente molhada…puro êxtase.

Primeiro, pelo abandono de ser possuída por dois homens ao mesmo tempo. Adoro essa falta de controle, adoro o não-petencer a ninguém e a todos ao mesmo tempo.

Segundo: adoro ser penetrada, ou chupada, enquanto tenho meu cu acariciado. Me leva à loucura.

Eu já estava prestes a gozar com Léo quando Rogério me enrabou. Na hora, senti aquela dor aguda e lancinante, mas foi rápido como um beliscão, pois eu estava lubrificadíssima e relaxada, prestes a gozar…depois, senti o pau inteiro sendo engolido pela  minha bunda e suas mãos fortes controlando meus quadris…oh, deus…que tesão!

Vou falar para vocês: nunca havia sentido tanto prazer até então, quando fui duplamente penetrada. É sensacional, inenarrável. uma coisa de louco, um orgasmo totalmente diferente, outra intensidade…

Nossos três corpos entrelaçados ali deviam ser um belo espetáculo para os olhos, porque, de repente, enquanto estava com os olhos fechados perdida de tesão sendo duplamente fodida, senti dezenas de mãos me bolinando, e mais bocas sugando meus seios, estapeando minha bunda fora diversas línguas e paus diferentes lutando pela minha boca…

me lembro que algumas bocas eram femininas, bucetas me eram oferecidas e eu as lambia…e tive longos beijos vindos de mulheres…mulheres beijam muito, muito bem….e são apaixonadas…enérgicas.

Fui sugada para esse mundo lascívo, quente e impuro em um vácuo, sem som, onde todo gemido, grito, palmada e música foi abafado…tive uma breve sensação de desmaio, como se não pertencesse mais àquele corpo que estava sendo devassado…

E então, um espasmo poderosissimo me chacoalhou, pensei que meu útero fosse saltar para fora, pela boca…e meu corpo todo começou a tremer e aí sim, fiquei fora de mim por alguns segundos…no negro…para voltar, ultra-sensível, ouvindo todos os sons, música, gemidos, gritos, sentindo todas as mãos , bocas , paus e tetas e bocetas e cheiros e suor, calor e…vida.

E amigos(as) eu vou dizer pra vocês: eu não tinha idéia do que era o verdadeiro prazer até então.

E assim, involuntariamente meus olhos se encheram d’água, e um aperto, uma ânsia que subia do baixo ventre para o peito me fez soluçar e lágrimas escorreram de meus olhos.

Eu não estava triste, muito pelo contrário, eu simplesmente nunca havia experimentado tamanho prazer em toda minha vida e acho que meu corpo reagiu de uma maneira esquisita a isso.

Podia ser pior, mas…aceitei com serenidade aquela reação, pois nada poderia sobrepujar o que havia sentido minutos antes.

A coisa toda continuou e que eu me lembre devo ter transado com 3 caras diferentes (contando com Leo e Rogério) e uma garota…com quem tive um rolo depois.

Depois ficou frequente. Transávamos os quatro, loucamente, durante horas, sempre na casa do Léo, que morava sozinho, assim, tipo um grupo de hippies ninfomaníacos.

Era um exercicio constante de desapego e controle de paixões e emoções.

Deu certo por um tempo, mas a garota se apaixonou por um dos meninos que por sua vez se apaixonou por mim que…comecei a namorar um cara de fora do “esquema”.

E aí sim, fodeu tudo.

Boca a boca

 

Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue. Acalma-o com teu beijo,
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!

Fora, repouse em paz
Dormindo em calmo sono a calma natureza,
Ou se debata, das tormentas presa,
Beija inda mais!
E, enquanto o brando calor
Sinto em meu peito de teu seio,
Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
Com o mesmo ardente amor!

Diz tua boca: “Vem!”
Inda mais! diz a minha, a soluçar… Exclama
Todo o meu corpo que o teu corpo chama:
“Morde também!”
Ai! morde! que doce é a dor
Que me entra as carnes, e as tortura!
Beija mais! morde mais! que eu morra de ventura,
Morto por teu amor!

Castro Alves

No princípio a Terra era sem forma e vazia…e então, criou-se o beijo….dele, para o sexo, foram só alguns segundos. E até hoje fodemos feito coelhos.

Já disse aqui e repito: Sexo, pra mim, começa com o olhar.  O olhar do desejo. Aquele que todo mundo conhece, aquele olhar faminto, aquele que encrispa o corpo, que dá o frio na barriga, que faz o coração bater mais forte, que entumesce paus e molha bocetas pelo mundo afora.

Depois desse olhar, vem a aproximação. Palavras, como elucida a letra de “Enjoy The Silence” do Depeche Mode, são desnecessárias e a confirmação do “eu tambem te quero, porra” vem dele, do  beijo.

As pessoas banalizam e menosprezam o beijo, mas um beijo bem dado, com a ajuda de doses certas de desejo são capazes de levar qualquer um à loucura.

Eu já gozei com um simples beijo. Sem ajuda de manipulações ou penetração, gozei ali, no parque às 3 da tarde, sob o sol brilhante e quente, sobre a grama verde e úmida, cingida por braços fortes a ávidos, perdida entre línguas, suspiros e volúpia.

E alí estava eu, gozando na relva. Olhos fechados, em transe, travando uma batalha lingual que estava longe de chegar ao fim, quando senti meu corpo se arqueando e um calor insuportável no baixo ventre, que finalmente explodiu em espasmos…minha boceta molhada contraía-se loucamente, o líquido quente e espesso molhava minha calcinha, alguns segundos fora do ar, em outra dimensão e então, aquela sensação enebriante, anestesiante, recompensadora.

E ele só havia me beijado.

O beijo pode selar um encontro de almas. E não estou sendo romântica aqui, a meu ver, almas podem se encontrar simplesmente para dar prazer um ao outro para, então, trilhar caminhos opostos. Mas ainda trata-se de um encontro. E conjunções sexuais são geralmente poderosas.

Um beijo quente precisa ter, antes de qualquer coisa, desejo. Fome. Instinto. Ele guiará os corpos dali por diante e não adianta se afobar ou você vai estragar tudo. A urgência do corpo do outro chega a doer, mas em um encontrão mais afoito, dentes se chocam, lábios são mordidos e se você não curtir um SM, a brincadeira acaba nas preliminares.

O beijo perfeito é cadenciado e voluptuoso. As bocas semicerradas, nunca abertas em demasia ou fechadas a ponto de tornar a manobra impossível. O beijo é troca, o beijo é desarmar-se e despir-se antes mesmo de se tirar a roupa.

O beijo tem um quê canibalesco, antropofágico, como se quisessemos absorver todas as qualidades da pessoa ali, no boca a boca. Como se quisessemos sorver o outro, engolí-lo, guardá-lo para sempre, dentro de nós.

É preciso saber escutar e acompanhar o próprio ritmo para beijar bem. É preciso fazer a língua dançar voluptuosamente em torno da outra, explorando, excitando, chamando, oscilando calma e dedicação com apetite e explosão.

É preciso chupar a lingua, os lábios, mordiscá-los, lambê-los, roçar, provocar.

Não existe o beijo certo. Existe o beijo errado.

E é preciso beijar molhado. Nada disso de “ter nojo”,  sexo é troca de fluídos…é porra, salíva, líquido vaginal, suor, muitas vezes lágrimas e outras cositas más (para quem gosta, claro).

Se você tem nojo de sexo, você tem problemas.

O beijo precisa ser molhado para deslizar, para melar os dois e finalmente selar a trepada, que deve ser o objetivo final de tanta dedicação.

Digo e garanto: Você saca se a pessoa manda bem na cama, pelo beijo.

Já cheguei a esquecer de muitas trepadas, mas nunca esqueci de beijos especiais.

Quem beija bem também faz um bom boquete e dá uma bela chupada.

O beijo é só o começo…e é preciso começar direito.

É claro que existem beijos tristes, beijos de adeus, beijos amargos, beijos odiosos…mas ele sempre funciona como uma espécie de sinete, uma marca.

O significado dessa marca, vai caber a cada um.

Beijem, sempre.